sábado, 19 de setembro de 2009
A galinha da Clarice
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Sem Açúcar (Chico Buarque)
Todo dia ele faz diferente, não sei se ele volta da rua
Não sei se me traz um presente, não sei se ele fica na sua
Talvez ele chegue sentido, quem sabe me cobre de beijos
Ou nem me desmancha o vestido, ou nem me adivinha os desejos
Dia ímpar tem chocolate, dia par eu vivo de brisa
Dia útil ele me bate, dia santo ele me alisa
Longe dele eu tremo de amor, na presença dele me calo
Eu de dia sou sua flor, eu de noite sou seu cavalo
A cerveja dele é sagrada, a vontade dele é a mais justa
A minha paixão é piada, sua risada me assusta
Sua boca é um cadeado e meu corpo é uma fogueira
E nem me adivinha os desejos
Eu de noite sou seu cavalo
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Lorenzo: Ocurrió en las Galápagos
Valentina come su lechuga durante la clase de lengua en el aula de 1ro B. Le gustaria poder hablar y corregir los errores, no sólo de los chicos, sino también de la profesora nueva, que le parece un poco ignorante y demasiado permisiva. Ella era más exigente, no faltaba nunca y nunca llegaba tarde. Costara lo que costara. No aceptó quedarse en cama, ni por la gripe porcina. Cuando la fiebre empezó aquel martes, la desesperó pensar que al día siguiente no podría ir al colegio a exigir la tarea pedida hace unas horas. Y la desesperación le dio una idea.
Fue con su hermano biólogo a pedirle aquella droga experimental en que estaba trabajando. Tamiflu Ultra. La única que podría curarla en el lapso de unas horas. La tomó y, efectivamente, al despertarse el miércoles la fiebre había desaparecido. En el camino al colegio empezó la picazón en la piel, sobre todo en la espalda, y la pérdida del equilibrio. Llegó al colegio arrastrandose en cuatro patas y sintiendo un peso absurdo en la espalda. Tardo mucho llegar al aula y al intentar hablar, descubrió que no podía.
Ya esta por tocar el timbre, Catalina se relame pensando la lechuguita fresca que los chicos le van a poner en el plato antes de irse a jugar al patio.
domingo, 23 de agosto de 2009
Modelo de Solow
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Moderno
"E devorou todas as pencas. E as bananas eram a sombra leprosa do mano Jiguê. Macunaíma ia morrer. Então se lembrou de passar a doença nos outros pra não morrer sozinho. Pegou numa formiga saúva e esfregou bem ela na ferida do nariz, formiga já foi gente que nem nós e a saúva ficou leprosa. Então o herói agarrou a formiga jaguataci e fez o mesmo. Jaguataci ficou leprosa também. Então foi a vez da formiga aqueque devoradora de sementes e da formiga guiquém, da formiga tracuá e da formiga mumbuca bem preta, todas ficaram leprosas. Não tinha mais formigas em redor do herói sentado. Ele ficou com preguiça de estender o braço porque já estava moribundo. Esperou a visita da saúde, criou força e pegou no mosquito birigüi mordendo o joelho dele. Passou a doença no mosquito birigüi. Por isso que agora quando esse mosquito morde a gente, entra na pele, atravessa o corpo e sai do outro lado enquanto o furinho de entrada vira na bereva medonha chamada chaga-de-Bauru."
Macunaíma, Mário de Andrade, 1926.
"A mulher é uma coisa misteriosa que chora sem razão, muda a toda hora de desejos e de voz e nunca aceita os meus carinhos e fica impassível diante de minhas desventuras pessoais."
Memórias sentimentais de João Miramar, Oswald de Andrade, 1924.